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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

As Primeiras Férias do Gordo (finalmente)

Está um trânsito insuportável, achei que era a hora certa pra colocar o post das férias em dia. Nunca vai ficar igual ao anterior, mas vou tentar...

Nossa viagem começou no dia 04 de janeiro. Tomamos todos os cuidados com cada detalhe pra ficarmos tranquilos, afinal era a primeira viagem do gordinho. Ao todo fizemos quatro paradas para que ele pudesse descansar o corpinho sexy. Levamos muitas frutas, sucos, água de côco e sandubas naturais, cada parada era um piquenique. Pertinho da serra demos dramin e ele dormiu um pedação da viagem, foi um santo remédio, ele chegou descansado e não ficou reclamando do ouvido. A trilha sonora da viagem foi recheada de cds gravados pelo Henri e do cd Canções de Ninar, do Palavra Cantada. O Gu ama, nós também.

Chegar na casa da Rosa foi delicioso, o Gu matou a saudade do vovô e da vovó, conheceu os "pipius, o boi, o pexí". Ele nunca tinha visto os bichinhos ao vivo e a cores, foi divertidíssimo. O tempo todo ele queria que o vovô e a vovó fossem ver os pipius com ele.

Ele conheceu todas tias e tios, tomando o cuidado de comer bolachinhas de natal na casa de todos. Amou o Tio Arno, se jogou no colo dele pra um abraço bem gostoso sem mais nem menos.

Conheceu os primos e caiu na farra em um domingo delirante de calor, apesar de continuar estranhando a água um pouco...

Outra coisa muito engraçada que aconteceu é que a Rosa tem fotos da família pela casa, e tem uma da Mi que fica na mesinha de centro da sala. O Gu olhou, apontou e começou a falar "Michele, Michele, Titi" sem ninguém estimular nem nada. Acho que os dois estavam com a alegria em sintonia, por que foi exatamente nesse dia que a Mi ficou noiva do Tato. Foi muito fofo, ligamos na hora pra contar.

Os dias que passamos em Zimbros foram típicos de paulistanos sortudos: dos cinco dias que ficamos lá, apenas pegamos um de sol. Como não choveu o tempo todo (ufa), o Gu conseguiu aproveitar bastante a praia. O único dia de sol rendeu fotos e momentos memoráveis, ficar agarradinha com o Gordo na água e saber que ele só estava comigo daquele jeito por pura confiança foi sensacional. O baixinho se comportou como um típico garoto certinho da cidade: tinha nojinho da areia, foi acostumando a brincar com os brinquedos aos poucos, mas tinha nojo de ficar com areia na mão. Pulava cada galho, cada concha na areia, no maior estilo Jack Nicholson no "Melhor é impossível". Em alguns momentos ele se soltou e não quis nem saber, mas a maior parte do tempo era cauteloso. Entrar na piscina da pousada nem pensar, entrava em desespero. Eu também fiquei frustrada quando percebi que não sei mais nadar do mesmo jeito de antes, queria muito voltar, quem sabe esse ano não rola. Foram dias maravilhosos, a praia era completamente sem ondas e a água cristalina. Bem vazia, do jeito que a gente gosta.

Saímos de Zimbros e passamos um dia no Balneário Camboriú. Arrisco falar que foi o passeio que o Gu mais gostou, ele ficava dentro do bondinho soltando vários "nossas e oias", sem medo nenhum e com um sorriso de orelha a orelha.

Voltamos para casa da Rosa e o Gu chegou lá se sentindo um homenzinho, balançando os bracinhos, o dono do pedaço, rssss... Foi muito engraçado. Passamos mais dias maravilhosos, regados a comidinha caseira, suco de acerola e geléia de amora no pão caseiro. Muito muito bom, só de pensar já dá água na boca.

Demos uma passadinha em Pomerode, cidade mais fofa do Vale do Itajaí. A cidade toda parece uma casa de bonecas, é tudo bem cuidado, bonitinho. Assistimos a parada da Festa Pomerana, o Gu ficou encantado com os cavalos. Também foi a primeira vez que ele visitou o Zoo. Foi muito divertido, ele amou conhecer os macacos, mas ficou meio tenso de ver os bichinhos tão de perto. Segurava a chupeta com força e chupava freneticamente quando o medo apertava. Tiramos fotos da Zazá, da Sissi, de todos os bichinhos. Compramos chocolates deliciosos, mas eles chegaram derretidos na volta. Tão derretidos quando a gente no último dia na casa da Rosa, choramos até.

O duro foi voltar e encarar Sampa de novo, com essa aventura que vivemos todos os dias. Amo essa cidade, mas juro que queria pegar menos trânsito e ficar mais tempo com o Gu.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Sinfonias para o Gu

Ontem fui à Sala São Paulo assistir a Bamberg Symphoniker, regida por Jonathan Nott, com participação do barítono Mathias Goerne.

O programa era composto por sinfonias de Gustav Mahler, como Canções de “Des Knaben Wunderhorn” e “Sinfonia nº 01, em ré maior “Titã””.

Além das sinfonias serem maravilhosas, românticas e alegres, a companhia estava ótima: Henri, Juju e Piazinho.

O Gu ficou calminho calminho, acho que ele gostou do xará da Terra distante.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

É Bom Ser Criança

É bom ser criança,
Ter de todos atenção.
Da mamãe carinho,
Do papai a proteção.
É tão bom se divertir
E não ter que trabalhar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.
É bom ser criança,
Isso às vezes nos convém.
Nós temos direitos
Que gente grande não tem.
Só brincar, brincar, brincar,
Sem pensar no boletim.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.
É bom ser criança
E não ter que se preocupar
Com a conta no banco
Nem com filhos pra criar.
É tão bom não ter que ter
Prestações pra se pagar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.
É bom ser criança,
Ter amigos de montão.
Fazer cross saltando,
Tirando as rodas do chão.
Soltar pipas lá no céu,
Deslizar sobre patins.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.

Composição: Toquinho

Valsa para uma menininha

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão
Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão
Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei

Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho

sexta-feira, 14 de março de 2008

O Filho Que Eu Quero Ter

É comum a gente sonhar, eu sei
Quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar
Um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar
Com o pranto a me correr
E assim, chorando, acalentar
O filho que eu quero ter
Dorme, meu pequenininho
Dorme que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho
De tanto amor que ele tem
De repente o vejo se transformar
Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar
Quando eu chegar lá de onde vim
Um menino sempre a me perguntar
Um porquê que não tem fim
Um filho a quem só queira bem
E a quem só diga que sim
Dorme, menino levado
Dorme que a vida já vem
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem
Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz a me embalar
Num acalanto de adeus
Dorme, meu pai, sem cuidado
Dorme que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter

Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho